O Tratamento Paliativo não é um adeus à vida

Em tratamento paliativo há nove anos, devido a um câncer de mama metastático sem cura, a jornalista Ana Michelle Soares, de 37 anos, tem se tornado uma voz reconhecida na luta para que o cuidado paliativo seja desmistificado e também seja oferecido a todos os pacientes que tiverem esta indicação médica.
“Descobri que cuidados paliativos não era sobre morrer, era sobre como eu queria viver até lá. E esse lá pode ser um mês, dois anos, cinco anos, 10 anos. Quem sabe?”, disse ela no Programa Bem Estar, da TV Globo, há dois anos.
De lá para cá, ela vivenciou a perda da melhor amiga, que também lutava contra o câncer, publicou o livro “Enquanto eu respirar”, pela editora Sextante, e iniciou o cumprimento de uma Lista de Desejos, que inclui também a realização dos sonhos que a amiga não pôde realizar. Juntas elas haviam iniciado um perfil no Instagram (@paliativas) onde abordavam todas as questões relacionadas à doença e tratamento.

O que é cuidado paliativo?

De acordo com a OMS, eles “consistem na assistência promovida por uma equipe multidisciplinar, que objetiva a melhoria da qualidade de vida do paciente e seus familiares, diante de uma doença que ameace a vida, por meio da prevenção e alívio do sofrimento, da identificação precoce, avaliação impecável e tratamento de dor e demais sintomas físicos, sociais, psicológicos e espirituais”.
Porém, quando se fala neste termo, muitas vezes as pessoas imaginam alguém que está morrendo, e esse é um mito que profissionais que atuam nesta área tentam quebrar. Em alguns lugares, o nome foi mudado para Cuidado de Suporte à Terapêutica para fazer com que as pessoas e familiares aprendam sobre isso, e busquem se beneficiar deste tratamento.

É importante saber

– O paciente pode pedir ao médico o acompanhamento da equipe de cuidados paliativos;
– Receber cuidados paliativos não quer dizer que está abandonado, o tratamento continua e talvez se cure;
– A quimioterapia não vai tratar a angústia, choro, depressão;
– O foco dos cuidados paliativos é o paciente e não a doença;

Quem pode se beneficiar?

• Qualquer pessoa que tenha o diagnóstico de alguma doença grave, evolutiva e com alto potencial de sofrimento. Exemplos: câncer, AIDS, Alzheimer, Parkinson, ELA, DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica) e insuficiência cardíaca podem ser incluídos neste tipo de terapia.
• Pacientes internados que estão fragilizados pela soma de várias doenças, que sozinhas não trariam risco, também podem entrar nessa lista.

Ministério da Mulher  – União Sudeste Brasileira
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