Gláucia Silva

“Desde meus 18 anos sou profissional da costura, trabalhando para lojas e depois abrindo meu próprio ateliê. Quando veio a pandemia da Covid-19 participei de uma campanha social onde pude utilizar meu talento para alimentar uma verdadeira multidão. Mais de dez mil máscaras foram confeccionadas e trocadas por alimentos, e eu sou abençoada por ter dedicado 45 dias integralmente a esta missão”.

Gláucia cursou magistério, mas se interessava mesmo por costura, e, já aos 18 anos, se tornou uma empreendedora, trabalhando para lojas e fábricas, produzindo roupas em alta quantidade. Atualmente, ela tem um ateliê onde confecciona enxovais personalizados.

Há três anos, Gláucia descobriu um câncer e precisou se distanciar das máquinas durante um ano, devido ao tratamento. “Na verdade eu nunca me desesperei com essa doença, sempre estive firme em Deus”, conta.

Após o fim do tratamento, ela abriu um espaço onde pode atender as clientes com mais conforto, sempre trabalhando sozinha.

No começo de 2020, quando as autoridades começaram a solicitar que a população utilizasse máscaras, Gláucia entrou de cabeça em um projeto junto com outras mulheres da igreja. “Eu chamei também outras costureiras que não são adventistas, porque era uma ação social muito importante e elas ficaram empolgadas em participar”, lembra.

O grupo começou a confeccionar máscaras que eram trocadas por alimentos para montar cestas básicas, e que foram distribuídas para famílias carentes da região, na cidade de Ponto Belo, ES. “A maior emoção foi ver meu trabalho se transformando em alimento e matar a fome de tantas pessoas. Não sei nem como explicar”, salienta.

Durante 45 dias, Gláucia parou 100% a produção comercial do ateliê para se dedicar a ação social. Segundo ela, havia dias em que paravam às 11 horas da noite, e na manhã seguinte a outra parte da equipe já estava retirando as máscaras para a troca por alimentos, e a tarefa recomeçava.

“Meu sonho sempre foi ser missionária na África, mas agora eu sei que posso usar meu talento, a minha profissão para pregar sobre Jesus, onde quer que eu esteja”, conclui.

Inspire-se – Pense no seu talento, passatempo ou profissão, e veja como ele pode ser utilizado. Na maioria das vezes, ele te dá mais de uma oportunidade de fazer missão. Quer um exemplo: A máscara, como produto final, pode ser alimento para famintos; mas a costura pode também ser ensinada como fonte de renda. Sempre há como multiplicar o talento recebido. Pense nisso!

Ministério da Mulher  – União Sudeste Brasileira
Igreja Adventista do Sétimo Dia

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