Nazaré Afonso Durval

“Quando eu descobri que meu câncer de mama já havia se espalhado para a coluna, meu mundo caiu. No meio do tratamento, descobri que poderia ser o apoio a outras pacientes, assim como algumas mulheres foram para mim. Assim surgiu a Associação Amigas do Peito, que presido, que oferece apoio emocional e espiritual, além de palestras com profissionais. Deus me curou para ser a cura para alguém”

A descoberta do câncer costuma causar um impacto muito grande na vida de quem está doente e também da família; e não foi diferente quando Nazaré recebeu o diagnóstico do câncer de mama, após detectar um tumor durante o autoexame.

Vivendo nos Estados Unidos na época, longe da família, a sensação de insegurança e medo era ainda maior. Enquanto fazia os exames para comprovação diagnóstica e determinação do tratamento, em um salão de beleza Nazaré foi acolhida por uma desconhecida, que a chamou para ir à igreja no dia seguinte.

Durante os três próximos sábados ela esteve lá, sem saber ao menos o nome da denominação. Tudo que importava era o amor que sentia de todos que ali estavam e as mensagens inspiradoras que ouvia. “Eles não me deixavam sozinha, todos os dias alguém ia me visitar”, Nazaré explica como venceu os dias mais escuros. Os novos amigos eram adventistas do sétimo dia.

Após a confirmação do câncer pela biópsia, Nazaré e o esposo decidiram retornar para o Brasil, onde ela poderia se tratar e também rever a mãe e o filho.

Já com a notícia que o câncer estava na coluna, ela iniciou um tratamento chamado hormonioterapia, oito meses após o primeiro diagnóstico e continua até hoje.

Inquieta, ela decidiu que deveria realizar algo para proteger outras mulheres, e assim encabeçou a primeira campanha do Outubro Rosa em sua igreja. O grupo de voluntárias se especializou em realizar visitas a mulheres em tratamento contra o câncer no Hospital de Barbacena, e passou a ser chamado “Amigas do Peito”.

Logo uma das participantes cedeu a casa para realizar encontros periódicos, que sempre têm momentos espirituais e de estudo bíblico. Já na primeira reunião, Nazaré contou sua história como motivação a quem estava enfrentando o medo e a incerteza, e decidiu que era essa a sua missão.

A ação cresceu bastante e foi oficializada, se tornou parceira do hospital, e indicada como um suporte para as pacientes pelos profissionais de saúde. “Este grupo tem sido uma benção para mim porque me faz sentir viva. Sinto que sou usada por Deus e o meu propósito é levar para todo mundo o quão maravilhoso Ele é e as bênçãos que Ele pode fazer nas nossas vidas”, conclui.

A Associação Amigas do Peito é uma das instituições beneficiadas pelo Desafio Superação -> https://missaomulher.org.br/superacao/)

 Inspire-se – A descoberta do seu lugar na missão pode surgir da dor. A empatia é uma das grandes ferramentas para a aproximação das pessoas, e a sua história com alguma dificuldade pode se tornar a chance de falar de Jesus e se sentir útil.

Ministério da Mulher  – União Sudeste Brasileira
Igreja Adventista do Sétimo Dia

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