Edit

About Us

We must explain to you how all seds this mistakens idea off denouncing pleasures and praising pain was born and I will give you a completed accounts off the system and expound.

Contact Info

Testemunhos de Minha Superação

Minha filha e eu superamos o câncer juntas

Chorar foi a primeira reação que tive quando o médico me disse que aquele caroço que eu havia sentido na minha mama durante o autoexame era um câncer. Eu chorei muito. Era como se o mundo tivesse desabado sobre os meus ombros.

O médico disse que eu precisava fazer uma cirurgia e um longo tratamento. E, realmente, foi um ano longe do trabalho e, além da cirurgia, eu fui submetida a 18 sessões de radioterapia.

Sabe uma coisa que me preocupou assim que eu recebi o diagnóstico? E se eu não pudesse mais praticar exercícios físicos, e tivesse que deixar de caminhar e correr, que eu tanto gosto? Eu ficava pensando. Para minha alegria a médica me disse que não haveria problema algum.

Pouco tempo depois do meu diagnóstico, outra notícia abalou a nossa família. A minha filha, Elayne Beyná, foi diagnosticada com linfoma de Hodgkin, que afeta o sistema linfático que atua no sistema imunológico. Ela também iniciou a própria luta combatendo esta doença.

Passado um ano de dificuldades com o meu tratamento, eu recebi uma boa notícia: O médico me garantiu que eu estava livre do câncer e minhas consultas seriam apenas periódicas para acompanhamento.

Em 2020, enquanto minha filha ainda estava em tratamento, eu soube do desafio SuperAção, um movimento maravilhoso para alertar e ajudar mulheres que, como eu, estavam enfrentando o câncer de mama. Eu não poderia ficar de fora.

Sabe o que aconteceu? Levei a minha filha e foi maravilhoso nos desafiarmos e superarmos a nós mesmas durante a prova. A gente participou em Vitória, ES,  junto com o grupo que saiu do Posto 1, na Praia de Camburi. 

Naquele dia, a minha filha disse que a minha história e força eram um exemplo para ela. Hoje, nós duas estamos livres da doença, visitando os médicos periodicamente para o acompanhamento habitual de controle. Deus tem  nos  agraciado todos os dias, mesmo não  sendo merecedoras, porque  Deus  tem um propósito  nas nossas  vidas. Estaremos juntas no SuperAção 2021!

Neuza Beyná, Vitória, ES

O câncer voltou, mas eu sou da SuperAção

Sou esposa de pastor e, em 2016, fomos convocados a realizar um checkup médico. Durante meu exame de ultrassonografia de mama, a médica encontrou um nódulo em formato comprometedor e no mesmo dia pediu uma punção, para fazer biópsia. Meu esposo até perguntou no caminho de volta se eu estava com medo, e eu disse que não iria sofrer antecipadamente.

Passaram-se 15 dias e fui chamada com urgência no Centro Médico de Botafogo, no Rio de Janeiro. A verdade é que eu cheguei lá já sentindo que era um câncer de mama. Quando a médica deu o diagnóstico eu fiz duas perguntas: “Doutora, meu cabelo vai cair?”. Ela disse que sim. A segunda pergunta foi: “Doutora, eu vou morrer?”. Para minha surpresa, ela me respondeu: “Você vai morrer de qualquer outra doença, menos de câncer de mama!”.

Aquelas palavras foram um alívio para a minha alma. Meu cabelo era comprido e eu tinha muito zelo por ele. Fiquei triste, claro, mas me sentia confortada pelo Espírito Santo. Mesmo assim, a questão da queda de cabelo em decorrência do tratamento marcou bastante. A primeira situação foi quando conversei com meu filho falando que meu cabelo iria cair, e ele ficou em prantos. O segundo momento foi quando meu esposo se sentou em nossa cama, pegou no meu cabelo e uma boa parte estava nas suas mãos. Nesse momento ele chorou. Isso me marcou.

Fui operada e o processo da quimioterapia foi doloroso. Eu sentia ânsia de vômito, falta de apetite e meu esposo me forçava a comer. Confesso que às vezes fiquei triste, porque me olhava no espelho e me achava a pessoa mais feia do mundo. Mas Deus usava pessoas para me animar e me motivar.

O tratamento terminou e eu continuei fazendo o acompanhamento de controle. Quando aconteceu o desafio SuperAção é claro que eu quis participar, por tudo que ele representava como campanha do Outubro Rosa, e como uma oportunidade de exaltar a qualidade de vida a partir da prática esportiva.

Só que na mesma época do desafio SuperAção eu soube que havia uma alteração detectada na minha tomografia, que precisava ser melhor estudada. Infelizmente, era a volta do câncer.

Os médicos fizeram então uma nova operação, agora retirando completamente as mamas, na chamada mastectomia, mas com a reconstrução imediata, com a colocação de próteses de silicone.

O tratamento com medicamentos que eu faço atualmente foi mudado, mas eu consigo continuar trabalhando e continuo deixando minha vida sob o controle de Deus.

Graças ao câncer, eu posso testemunhar de Deus para muitas pessoas, levar palavras de conforto e ser uma extensão dos braços de Jesus aqui nessa Terra. Se você está passando pelo o que eu passei, ou conhece alguém que esteja na mesma situação, confie que o nosso Deus é poderoso para nos dar a vitória.

Em outubro de 2021 estaremos juntas no Desafio SuperAção.

Katiane Máximo da Silva - Rio de Janeiro, RJ

Dois meses após o SuperAção era eu quem estava com câncer

Eu sempre fiz meus exames periódicos e sempre esteve tudo bem. Levava uma rotina agitada, também na igreja sendo líder do Ministério da Mulher. Eu participei do SuperAção em Outubro e foi muito legal. O meu distrito, da Pavuna, levou 30 mulheres para o calçadão de Copacabana, e ainda distribuímos livros missionários. Foi maravilhoso!

Só que em dezembro de 2020, eu comecei a sentir muitas dores abdominais e inchaço. Tentei tratamentos com chás, mudanças na alimentação, mas não melhorava em nada. As dores eram fortes.

Eu não tenho plano de saúde, então procurei um médico particular que indicou uma ultrassonografia de abdome, onde ele viu uma massa aumentada no meu ovário direito e achou melhor que eu checasse com uma ginecologista.

Começou aí a mudança radical na minha vida. O ano de 2021 havia começado com a notícia de que eu estava com câncer de ovário. Uma amiga estava comigo na consulta no momento em que eu recebi o diagnóstico, mas eu não consegui dizer uma única palavra. Era como se o chão tivesse aberto sob meus pés e tudo que eu queria era chegar em casa, encontrar meus filhos e meu esposo, e ser abraçada por eles.

Quando cheguei em casa, eu realmente desmoronei e comecei a clamar a Deus pela cura, pedindo que Ele me permitisse ver o casamento do meu filho e a formatura da minha filha. Sentada entre eles eu fiz um pedido: “Comuniquem em todos os grupos da igreja, pedindo oração, porque eu preciso disso agora”.

Eu não sabia que era tão amada! As pessoas começaram a me procurar oferecendo ajuda de todos os tipos, um grupo de pessoas que eu nem conheço, por exemplo, fez para mim um plano de saúde pra que eu pudesse fazer meus exames. As ligações e mensagens não paravam.

Mas, eu precisava de um hospital, e no meio da pandemia a situação estava complicada. Eu não sabia por onde começar. A primeira bênção foi quando eu consegui que o Dr. Ronaldo, do Hospital Adventista Silvestre, me atendesse gratuitamente. Ele confirmou que eu precisava de uma cirurgia urgente, já que o tumor comprimia outros órgãos, e esta era a razão de eu sentir tanta dor. 

Comecei a fazer os exames pre-cirúrgicos e, enquanto isso, eu tentava com a equipe de assistência social o custeio da operação. Além disso, as cirurgias eletivas estavam sendo remarcadas, por conta do aumento de internações ocasionados pela Covid 19.

Fui operada no hospital Getúlio Vargas no início de fevereiro e retiraram todo meu ovário. No retorno de pós-operatório, após 30 dias, eu soube que precisaria ser operada novamente, e agora o procedimento foi mais complicado, levando mais de 10 horas. Eles retiraram o outro ovário e meu útero.

Sozinha, naquele leito de hospital, Deus falava comigo através de uma árvore de flores amarelas – a única visão que eu tinha. O vento balançando a árvore era Deus falando que Ele estava cuidando de tudo.

A recuperação da segunda cirurgia foi mais demorada e eu cogitei deixar a liderança das mulheres na igreja, mas elas não aceitaram e se comprometeram a me ajudar a não pausar as ações.

Fui ao Inca (Instituto Nacional do Câncer) porque os médicos disseram que eu necessitaria de tratamento radio e quimioterápicos, e eu nunca imaginei que sentiria a alegria de receber a carteirinha de paciente oncológica; mas isso é porque eu tenho ciência de quantas pessoas estão em busca de tratamento e eu sou consciente de como todo o meu processo foi direcionado por Deus. 

Uma junta médica analisou todos os meus exames, as lâminas cirúrgicas e viram que as minhas duas operações foram muito bem feitas e agora, com marcadores tumorais em queda e exames mostrando que está tudo bem, não há indicação da necessidade de outro tipo de tratamento.

O médico disse: “Hoje você está curada e só precisa voltar aqui de 3 em 3 meses”. Ali mesmo, na sala do médico, eu glorifiquei a Deus. Eu não tenho palavras para dizer tudo o que Deus fez na minha vida.

Não sei o que pode acontecer ainda, mas não preocupo com o amanhã. Vivo o hoje e, enquanto eu tiver força e voz, eu vou falar de Deus, que não existe nada que Ele não possa fazer. Estou pronta pra servi-lo.

Te encontro no SuperAção 2021!

Tathiana Boeker Carrione dos Santos - Rio de Janeiro, RJ

Eu venci o câncer de mama em 2020

Foi em uma consulta de rotina, em março de 2020, que eu fui diagnosticada com câncer de mama e o mastologista rapidamente decidiu me operar. Durante a cirurgia, foram retirados 29 nódulos da mama e da axila, e 9 deles eram malignos.

Eu me recuperei bem e um mês depois comecei o tratamento de quimioterapia; eu sofri bastante porque são drogas muito fortes. Quando meus cabelos começaram a cair, eu chorava muito e então eu decidi raspar tudo de uma vez, e foi o dia mais triste da minha vida.

A quimioterapia sempre era aplicada em um único braço, e houve vezes em que eles não conseguiam encontrar a veia, e aquilo era muito sofrido. Algumas vezes eu pensei em desistir de tudo. Porém, Deus acima de tudo, meus pais, familiares e amigos me incentivaram, e isso fez com que eu continuasse. Meu médico, doutor Peter também sempre me deu muita força.

Quando terminei a quimioterapia, veio a etapa da radioterapia. Foram 15 dias com sessões que queimavam bastante a pele, mas não se comparava ao sofrimento que passei durante a químio.

Quando terminei estes tratamentos, voltei a fazer exames e meu médico me disse que não havia mais nada ali, que eu estava totalmente curada. Ah! Como eu fiquei feliz naquele dia!

Hoje eu faço acompanhamento médico periódico e também uso medicamentos que terei que continuar por cinco anos para o câncer não voltar.

Em todos os momentos, principalmente nas horas mais difíceis de choro e vontade de parar com tudo, Deus foi e é meu porto seguro. Sou muito grata pelo que Ele fez e certamente fará por mim.

Grace Kelen de Aquino – Betim, MG

O câncer foi o meu recomeço com Deus

Eu estava deitada quando senti algo diferente em uma das mamas e decidi procurar imediatamente o ginecologista com quem eu sempre me consultava. Ele solicitou mamografia e ultrassonografia e foi detectado um cisto, mas ele me garantiu que aquilo não viraria nada de ruim e que eu deveria voltar em um ano. Só que eu estava preocupada e insisti para que o acompanhamento fosse em seis meses, e ele acatou.

Quando voltei na próxima consulta, havia começado a sair um líquido do meu mamilo, e ele continuava dizendo que não era nada, e que eu deveria retornar em um ano. Mais uma vez eu insistia em fazer novos exames em seis meses, e ele aceitou.

Em janeiro de 2014, quando eu voltei, havia um nódulo além do cisto. Mais uma vez eu pedi para voltar em seis meses, porém ele disse que eu estava ficando louca, que ele era o médico e era para voltar apenas em um ano.

Decidi então procurar um mastologista. Ele olhou os exames e concordou com a opinião do ginecologista. Eu não sosseguei e decidi procurar o SUS, indo a um posto de saúde e, por fim, sendo encaminhada à Santa Casa.

Eu sei que Deus estava me esperando lá através da médica que me atendeu. Ela analisou os exames, me examinou e viu o líquido saindo do mamilo; por conta disso, ela decidiu pedir uma biópsia.

Quando levei o resultado, ela disse que o nódulo era maligno, que eu deveria ser operada – parte da mama ou a mama toda – e que poderia fazer a reconstrução imediata. Eu não quis a reconstrução para todas as vezes ver a marca do milagre de Deus na minha vida.

Eu soube que iria fazer quimioterapia e que meu cabelo cairia. Eu tinha um cabelo bem grande e, por isso, voltei para casa arrasada, desesperada e com muito medo, lembrando que as pessoas diziam que câncer não tem cura.

Um mês depois de iniciar a quimioterapia eu já estava completamente careca, sem forças, muito magra. Era muito difícil passar por todo aquele processo, física e emocionalmente.

Uma noite, senti que Deus me acordou e me dizia que deveria ir ao ginecologista que me atendeu pela primeira vez. Conversei com meu marido, e ele dizia que eu não deveria ir, afinal, aquele profissional havia me deixado 2 anos e meio sem atendimento de um câncer; meu marido disse que se fosse por aquele médico eu teria morrido. Porém, eu sentia que deveria ir e fui.

Cheguei lá usando uma touca e uma blusa, que camuflava a ausência da mama. Quando o encontrei, perguntei se ele se lembrava de mim e disse o que ele havia me dito, e mostrei minha careca e meu corpo. Ele começou a chorar imediatamente e me pedir perdão pelo erro.

Eu disse que o perdoava, mas que estava ali em nome das outras mulheres que se consultavam com ele, pedindo que ele tivesse mais cuidado com as outras; e ele me agradeceu por ter voltado.

Eu sentia que ia morrer, achava que faltava pouco tempo, porque eu estava muito fraca. Eu olhava para meu esposo e orava para que ele tivesse forças para viver sem mim, ia ao quarto da minha filha e fazia o mesmo, pedindo que ela achasse um bom marido. Eu estava tão desesperada!

Então, uma madrugada, eu me ajoelhei e clamei a Deus que se tivesse que me levar, que fosse logo, ou se não, me desse paz pra continua vivendo. Imediatamente eu senti uma grande força vinda dos céus. Depois que eu orei, eu mudei: não me preocupava mais com a morte, porque tinha colocado minha vida nas mãos de Deus. Todos à minha volta notaram minha transformação. 

Eu sinto essa força até hoje. Ainda estou em tratamento, mas estou muito bem. Me sinto muito bem, Deus restituiu meu cabelo, minha saúde e hoje me curou. Eu faço o controle necessário, mas estou muito bem.

Sabe o que é incrível? Eu louvo a Deus pelo câncer porque através dele eu tive um real encontro Ele. O câncer não é o fim, é o começo de uma nova vida em Cristo.

Inacia Vertelo – Belo Horizonte, MG

O diagnóstico precoce foi importante para minha cura

Eu fiquei muito chocada quando recebi o diagnóstico de câncer de mama, porque eu sempre tive uma vida extremamente saudável. Meu esposo e eu sempre nos alimentamos bem, estivemos atentos ao repouso, à prática de exercício físico e etc.

Eu tenho seis irmãos e, entre nós, eu sou a única que tenho muitos cuidados com a saúde. Minha família também não tem histórico de câncer, então foi uma surpresa muito grande receber este diagnóstico.

Em 2014, quando fiz minha mamografia de rotina, o médico diagnosticou o câncer na mama esquerda. Era algo muito pequeno, porém exigia a realização de uma quadrantectomia, que é a retirada de parte da mama.

A cirurgia foi tranquila e, logo após a recuperação, iniciei as sessões de radioterapia. Era muito estressante ter que viajar 160km diariamente para este tratamento, mas Deus estava cuidando de mim em todos os momentos.

A quimioterapia queima a pele e aquilo é bastante doloroso, mas passou.

Ao longo de cinco anos, posteriormente à cirurgia e radioterapia, eu usei um medicamento indicado pelo médico, que serve para garantir que o câncer seja eliminado do organismo. Esta continuidade é muito importante.

Eu louvo a Deus pela oportunidade de vida, e a misericórdia dEle. Graças ao diagnóstico precoce e ao tratamento completo, hoje estou saudável e pronta para participar do Desafio SuperAção 2021.

Maria das Graças Costa Freitas, Itabira, MG

Aliei o tratamento natural ao químico e superei o câncer

Desde que três cistos foram detectados na minha mama eu fazia o acompanhamento médico regular, mas eu confesso que não mantinha hábitos saudáveis. Quando me aproximei da menopausa, comecei também a ter fortes sangramentos, e isso fez com que eu procurasse um ginecologista.

Eu sempre gostei de ter meus momentos de comunhão nas madrugadas, e a Meditação da Mulher daquele ano trazia vários relatos de mulheres com câncer, e eu sentia que aquilo era um recado de Deus para mim.

Era maio de 2016, e naquele momento eu também havia percebido que os cistos que eu palpava agora pareciam uma única massa. O ginecologista me encaminhou diretamente para um oncologista, dizendo que era uma urgência.

Só que eu não conseguia encontrar o médico que ele indicou e os dias e meses iam passando e eu comecei a clamar a Deus por socorro, porque eu sabia que precisava resolver aquele problema.

Um dia meu filho contou para a namorada sobre minha situação, e avó daquela moça trabalhava no Hospital do Fundão, no Rio de Janeiro. Ela se comprometeu a mostrar meus exames para algum médico lá, tentando encontrar uma solução para mim.

Ao mesmo tempo, uma amiga me indicou uma médica adventista, que atendia em Duque de Caxias, e tinha grandes resultados com pacientes através da alimentação saudável que ela prescrevia. Esta amiga estava super preocupada com a demora em conseguir tratamento e disse que arcaria com os custos da minha consulta.

Já estávamos em dezembro e, quando a médica naturalista comparou meus exames ao longo destes seis meses de espera, ela disse que o tumor havia piorado demais. Imediatamente, ela me prescreveu uma mudança alimentar completa, começando com refeições totalmente cruas. Eu me enchi de esperança porque havia muitos relatos de cura de tumores por causa do tratamento natural que ela prescrevia.

Um dia eu recebi a informação de que o médico do Hospital do Fundão me atenderia. Era uma viagem demorada, eu precisava sair de casa às 4h da madrugada, e gastava cerca de R$ 300,00 de taxi. O médico já tinha visto meus exames e até fotos da minha mama, com a pele muito diferente do normal, e estava bastante intrigado com o caso.

Ele me indicou uma biópsia para detectar o grau do câncer, e após o resultado, uma cirurgia foi indicada. No fundo, eu tinha esperança de não precisar fazer a cirurgia, e eu não queria ser operada. Eu até fiz um exame de ultrassonografia por conta própria quando completei 2 meses de tratamento natural; havia uma diminuição do tamanho do tumor, e isso me deu esperanças.

Porém, se eu recusasse a cirurgia naquele momento, eu voltaria para o final da fila e era impossível saber se eu teria outra chance. Eu aceitei o agendamento. Eu continuava levando materiais evangelísticos a cada vez que ia ao hospital, para presentear as pessoas que eu tivesse contato.

Na minha memória eu tinha emoção expressada pela médica que fez a minha biópsia da mama, que se emocionou muito ao receber o livro Ainda existe Esperança, e o quanto aquilo me fez sentir a presença de Deus na minha vida. Eu havia tido a nítida sensação de que aquilo era prova de que eu não deveria fraquejar e que eu tinha que testemunhar.

No dia 20 de fevereiro eu fui submetida à cirurgia e soube, no dia seguinte, que os médicos haviam ficado impressionados no centro cirúrgico porque eu tive pouco sangramento. Também a cicatrização estava mais adiantada do que o esperado.

Chegou a hora das temidas quimioterapia e radioterapia. O médico me disse que iniciaria com a quimioterapia branca e só depois iria para a vermelha, que é mais agressiva. Só que na primeira sessão ele mudou de planos. Começou com a vermelha.

Confesso que estar naquela sala, com muitas pessoas passando mal, me deixou bastante assustada. Entretanto, isso durou pouco, porque eu me agarrei na promessa bíblica que uma amiga havia me mandado naquela madrugada, que está escrita em Isaias 43:1 e 2.

Como o médico me adiantou que meus cabelos cairiam, eu segui o conselho dele e raspei a minha cabeça. Meu cabeleireiro chorava muito no dia em que fui ao salão, mas eu, intrigantemente, estava confiante e segura. Na segunda sessão de quimio já fui toda arrumada com meus lenços.  Depois da quimioterapia, me submeti a 21 sessões de radioterapia.

Sabe de uma coisa? Eu não tive efeitos colaterais além da queda de cabelo, queda das unhas dos pés e enfraquecimento dos dentes. Estes outros sintomas graves que as pessoas sentem, graças a Deus, eu não tive. Eu acredito que isso foi devido ao tratamento natural que realizei durante todo o meu tratamento.

Hoje eu ainda vou de seis em seis meses ao hospital para acompanhamento, e continuo mantendo cuidados com a alimentação. A reforma da saúde, como cuidado do templo do Espírito Santo, é algo que promove vida.

Ana Claudia da S. Reveles Freitas – Cabo Frio, RJ

Venci o câncer e ganhei a minha primeira medalha no SuperAção

Em outubro de 2018, aos 39 anos de idade, quando realizei meus exames anuais, recebi o diagnóstico de câncer de mama. Ao ouvir a palavra câncer, eu senti medo, angústia e sofri muito, como a maioria das mulheres em situação como esta. É um momento em que perdemos o chão e perdemos totalmente o rumo da vida.

Quando isso aconteceu, eu tinha uma certeza: Eu precisava fortalecer meu organismo para todo o tratamento que viria em seguida. Meus médicos me tranquilizaram, mostrando todos os benefícios que eu tinha a meu favor. Eles diziam que para o meu caso havia tratamento, que o tumor foi encontrado em fase inicial e eu tinha muitas chances de sobreviver. Porém, eu precisava realizar o tratamento oncológico.

Quando voltei para casa naquele dia, eu já aceitava aquela situação e agradecia a Deus porque Ele havia me concedido um recomeço.

Juntamente com minha família, eu decidi que faria um tratamento natural para fortalecer meu corpo. Procurei um médico naturopata e consegui ter qualidade de vida mesmo tratando um câncer.

É que, enquanto as medicações destroem o nosso corpo, o tratamento natural fortalece. Eu procurava ficar longe de alimentos que não fazem bem para nosso corpo e fazia uso dos oito remédios naturais deixados pelo nosso Criador.

Fiz quadrantectomia, que é a retirada de parte da mama, e me submeti a quimioterapia e radioterapia. Mesmo com as medicações fortes, como a quimioterapia vermelha, eu não sentia os efeitos colaterais tão temidos pelos pacientes oncológicos; meu corpo estava reagindo porque estava sendo fortalecido. Quando meus cabelos começaram a cair, eu fiz uma peruca com meus próprios fios, e também usei lenços bem bonitos.

Parece contraditório, mas ter tido o câncer foi um presente que recebi, para que pudesse fazer mudanças no meu caminho. Em todo o meu tratamento, senti o cuidado de Deus por minha vida, por minha família. Nossa fé e a dependência de Deus aumentou muito e vimos muitos milagres acontecerem em diversos momentos.

Deus colocou anjos no meu caminho que cuidaram de mim e me ajudaram; minha família, amigos e toda a equipe médica que me acompanharam. Deus conhece nossa vida, nossas dificuldades e os planos dEle são sempre maiores do que podemos imaginar e Ele quer sempre o nosso melhor. Podemos confiar que há um propósito em tudo que acontece em nossas vidas. Mesmo não entendendo, o momento ruim passa. Devemos continuar seguindo em frente, confiando que Deus sabe de todas as coisas e tem o controle de tudo.

Em 2020, tive a oportunidade de participar da primeira edição do Desafio SuperAção. Foi incrível porque, enquanto eu fazia a radioterapia eu não podia tomar sol, e isso era bem ruim, porém em agosto eu fui liberada para voltar às atividades físicas e foi a primeira vez que participei de uma corrida como aquela. Eu conquistei uma medalha e foi uma experiência maravilhosa e ainda mais tendo vencido o câncer.

Atualmente, meus exames estão ótimos, e eu continuo fazendo o acompanhamento médico e seguindo as orientações de me alimentar o mais saudável possível.

Cristiane Batista Rocha- Uberlândia, MG

Meus cabelos caíram, mas pessoas me levantaram

Em 1999, eu fiz uma redução de mama e o cirurgião me disse que haviam algumas calcificações que eu deveria acompanhar regularmente a partir dos 35 anos. E, realmente, quando cheguei a esta idade, elas agruparam e o meu acompanhamento foi reduzido para ser de seis em seis meses.

Em 2013, minha sobrinha teve um câncer grave com um tratamento muito difícil, o que mexeu com todos nós, especialmente minha mãe, e, por causa disso, eu deixei passar a data de realizar meus exames periódicos.

No final do ano, quando eu fiz os exames, o câncer já foi detectado. Mesmo sem ser palpável ainda, o ginecologista disse que era maligno.

Eu não contei a ninguém, porque minha família estava muito abalada e, naquela época, o filho da minha sobrinha também estava com suspeita de câncer. Era um momento extremamente delicado emocionalmente para todos, com muita preocupação.

Eu comecei a orar e jejuar, pedindo a Deus que não fosse um câncer. Mas, uma noite, eu mesma senti um caroço, e contei para o meu esposo. Direcionei a mão dele para o caroço, disse que o médico já havia afirmado que era um câncer, e juntos naquela noite começamos a orar.

Eu sou técnica de enfermagem e, como temos acesso a mais informações, em uma situação como esta, queiramos ou não, o impacto de uma notícia como essa é diferente para nós.

O resultado da biópsia confirmou o diagnóstico, mas o mastologista que eu havia procurado, não tinha vaga para cirurgia imediata e pareceu não dar atenção ao meu caso.

Foi então que uma médica com quem eu trabalhava começou a procurar ajuda para mim, e encontrou um mastologista que, coincidentemente, era um médico que eu já conhecia de um outro hospital onde trabalhei. O doutor Mauro Gusmão não atendia meu plano, mas eu decidi pagar pela consulta.

Ele foi bastante atencioso comigo, disse que cuidaria do meu caso de graça, mas eu fiquei envergonhada, porque eu teria direito a atendimento em outro hospital.

Assim, procurei um oncologista. Naquela consulta, este médico disse que meu câncer media 6 cm, e que neste caso a indicação era fazer quimioterapia primeiro pra reduzir o tumor e somente depois a cirurgia. Eu passei a noite chorando porque o que este médico disse aumentava a gravidade do meu câncer. Pela manhã eu orei, e me lembrei da promessa escrita em Isaias 65:24, na fé de que Deus me responderia.

Naquela mesma manhã o doutor Mauro me telefonou. Ele estava agendando minha cirurgia, entretanto eu disse a ele que o oncologista havia dito que meu câncer, naquele momento, era inoperável, e que eu deveria primeiro tentar diminuir o tamanho com a quimioterapia.

Imediatamente, o doutor Mauro afirmou que não era o caso, e que eu voltasse ao consultório dele, porque ele me provaria que meu tumor era bem menor. E, realmente, ele fez um ultrassom e mediu 2 cm. Isso significava que eu estava habilitada para extirpar o tumor através de cirurgia.

Assim, em 14 de maio, o doutor Mauro removeu 7 cm da minha mama, para dar margem de segurança para o tumor que, na realidade, media 1,8 cm. O doutor Mauro me operou sem me cobrar nada por isso, e me acompanhou em todo o tratamento.

Dois dias depois da cirurgia, minha mãe veio à minha casa, e eu escondi dela que eu estava operada, mesmo com dor. Somente os mais próximos sabiam o que eu estava enfrentando, pois minha família já sofria com a situação da minha sobrinha.

Após a cirurgia, eu fiz quimioterapia. Mesmo você estando preparada, sabendo o que acontece, a realidade é muito triste quando os efeitos começam aparecer, quando seus cabelos começam a cair. Ainda hoje eu choro lembrando daqueles momentos.

No primeiro sábado após meus cabelos caírem, eu não queria ir à igreja. Mas, graças a Deus eu fui e ali vivi um momento muito emocionante. Todas as mulheres, incluindo as crianças, estavam usando lenços na cabeça, como eu. Isso trouxe muito conforto ao meu coração.

Eu conversei bastante com meu marido e avisei que haveria dias em que eu não seria capaz de comer, mas que ele insistisse comigo. E ele foi um anjo, meu enfermeiro, psicólogo, babá…. Me deu todo o conforto familiar que eu precisava naquele momento.

A cada mês de julho eu costumo visitar minha mãe, mas eu disse que não iria daquela vez. Ela insistiu e, por fim, eu fui, disposta a continuar escondendo: cobri minha cabeça e ela disse que eu estava parecendo uma cigana, e não percebeu.

Só que a minha sobrinha estava por lá e notou. Não teve jeito, e eu precisei abrir para toda a família que eu também enfrentava um tratamento contra o câncer.

Eu combinei meu tratamento médico com o tratamento natural, modificando toda a minha alimentação. Eu estava com anemia no começo, mas com esta mudança de hábitos meu organismo recuperou e não tive nenhuma queda de imunidade.

No ano passado terminei o período de cinco anos tomando medicações e hoje estou curada, graças a Deus; agora sigo fazendo acompanhamentos anuais. Em 2021 vou celebrar minha vitória participando do desafio SuperAção.

Hoje eu procuro contar meu testemunho para quem está passando por isso, como forma de mostrar que há solução, há cura e, acima de tudo, há um Deus que cuida da gente.

Minha sobrinha também está curada, para a glória de Deus.

Elaine Cristina Ferreira Souza - Belo Horizonte, MG