Razões do crescimento do número de casos de violência contra mulher na pandemia de COVID-19 no Brasil

Um flagelo que se agravou em todo mundo, mas principalmente em países em desenvolvimento, como o Brasil, trouxe à tona tristes realidades de muitas famílias no país. As restrições causadas pela pandemia fizeram explodir os casos de depressão, ansiedade, problemas financeiros, e claro, a violência doméstica.

  1. Por que houve aumento no número de violência doméstica em vários países? De acordo com dados da ONU Mulheres divulgados no fim de setembro, o confinamento levou a aumentos das denúncias ou ligações para as autoridades por violência doméstica de 30% no Chipre, 33% em Singapura, 30% na França e 25% na Argentina. Em todos os países, obrigados a decretar medidas de restrições aos deslocamentos para frear a propagação do vírus, muitas mulheres e crianças se viram presas em residências pouco seguras. No Brasil, o aumento registrado foi de 40%.
  2. O Brasil foi um dos países com alta nos índices de violência doméstica. Quantos registros foram feitos comparados à 2019? O Brasil registrou 648 feminicídios no primeiro semestre de 2020, 1,9% a mais que no mesmo período de 2019, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
  3. O que é feminicídio? Feminicídio é o assassinato de uma mulher, cometido dentre várias razões pelo desprezo que o autor do crime sente em relação ao gênero da vítima. A maioria dos casos possui um denominador comum: a vítima convive com o agressor e/ou assassino. Nos meses de março e abril de 2020, o número de feminicídio subiu de 117 para 143.
  4. Quais estados brasileiros lideram as taxas de feminicídio no Brasil? Segundo o relatório do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o agravamento mais crítico é no estado do Acre, com um aumento de 300%. O Maranhão segue em segundo lugar com 166,7% seguido por Mato Grosso com 150%, na terceira posição.
  5. Quais fatores favorecem essa situação violenta? A pandemia trouxe uma realidade triste e cruel. Muitas mulheres e crianças se viram isoladas dentro de casa em companhia constante com os seus agressores. Apesar do aumento no número de denúncias (40% no canal 180), a violência doméstica escapa das estatísticas dos órgãos públicos. Grande parte das mulheres são intimidadas ou impedidas de sair de casa para ir até a delegacia fazer boletins de ocorrência.
  6. Como fazer denúncias?  A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 presta uma escuta e acolhida qualificada às mulheres em situação de violência. O serviço registra e encaminha denúncias de violência contra a mulher aos órgãos competentes. O serviço também fornece informações sobre os direitos da mulher, como os locais de atendimento mais próximos e apropriados para cada caso: Casa da Mulher Brasileira, Centros de Referências, Delegacias de Atendimento à Mulher (Deam), Defensorias Públicas, Núcleos Integrados de Atendimento às Mulheres, entre outros. A ligação é gratuita e o serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. São atendidas todas as pessoas que ligam relatando eventos de violência contra a mulher.

Ministério da Mulher  – União Sudeste Brasileira
Igreja Adventista do Sétimo Dia

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