A vida da gente só vale mesmo a pena se alguém se beneficiar das nossas experiências para transformar a si mesmo e aos outros.

Não há nada mais transformador do que personificar aprendizados, humanizar ensinamentos e espalhar o entusiasmo através dos caminhos que já foram trilhados.

Por isso, reservamos este espaço para que você conheça mulheres, que como você, podem até enfrentar dificuldades, mas o sucesso acontece porque o foco está na missão. Vem com a gente e inspire-se!

Luzelene Lima

“Só aprendi a ler aos 13 anos e, talvez por isso, me identifiquei tanto com as artes manuais. Passados alguns anos, com a transformação que aconteceu na minha vida, decidi colocar em prática a habilidade que Deus me deu, agora ajudando os outros, com cursos de arte, corte e costura, panificação e culinária, claro, que sempre ensinando sobre o artista que nos criou com suas próprias mãos, Jesus”.

Os cursos são a oportunidade que muita gente encontra de ter uma renda extra e também de ocupar o tempo. Por volta dos 21 anos, Luzelene se inspirou nas histórias bíblicas que conhecia desde criança e viveu uma intensa transformação na própria vida.

Nascida em Formosa, em Goiás, ela cresceu ouvindo as histórias bíblicas lidas pela avó diariamente. “Com a história de Jesus aprendi a me doar para o outro e esforçar-me para vê-lo feliz. A história de Ester me ajudou a buscar sempre a orientação de Deus para realizar ou aprender. Rute me ensinou a ser desprendida das coisas materiais e a valorizar o outro, e em Dorcas vi a possibilidade de fazer algo solidário”, conta.

Aos 17, quando se mudou para Planaltina, DF, foi convidada a ir a uma igreja adventista e lá começou seu crescimento pessoal em relação ao contato com pessoas, atuando com mulheres, no ensino bíblico e nas ações sociais desenvolvidas pelos membros junto a comunidade. Ali mesmo iniciou o que se tornaria um estilo de vida: abrir a própria casa para cursos de culinária, panificação e artes.

Há 4 anos, quando se mudou para o Rio de Janeiro, Luzelene levou na bagagem a determinação de repetir as mesmas ações, incluindo mais participantes na equipe que ensina a fazer pães, alimentação saudável, e também a costurar, sempre como uma oportunidade de oferecer estudos bíblicos.

“Antes de todas as aulas lemos a Bíblia, falamos sobre o amor de Deus e ressaltamos que todo o bem que fazemos a elas provém de Deus, que nos dá a capacidade de aprender e ensinar. É meu maior prazer ajudar as mulheres e evangelizar”, conclui Luzelene.

Ao longo da vida, Luzelene teve a oportunidade de estudar e se formar em Pedagogia e Psicopedagogia, áreas em que ela atuou pouco profissionalmente, mas que são primordiais para que ela aja na comunidade sendo professora da maior das lições: amar a Jesus.

Inspire-se — Faça uma reflexão e anote quais são as habilidades que você tem e as coisas que gosta de fazer, e transforme isso em missão. Sempre há oportunidades de ser missão.

“Num grau maior ou menor, a todos são confiados os talentos de seu Senhor. A capacidade espiritual, mental e física, a influência, condição social, posses, afetos, simpatia, são todos preciosos talentos, que devem ser usados na causa do Mestre, para a salvação das almas por quem Cristo morreu.” – Ellen White, Review and Herald, 1911.

Nazaré Afonso Durval

"Quando eu descobri que meu câncer de mama já havia se espalhado para a coluna, meu mundo caiu. No meio do tratamento, descobri que poderia ser o apoio a outras pacientes, assim como algumas mulheres foram para mim. Assim surgiu a Associação Amigas do Peito, que presido, que oferece apoio emocional e espiritual, além de palestras com profissionais. Deus me curou para ser a cura para alguém”

A descoberta do câncer costuma causar um impacto muito grande na vida de quem está doente e também da família; e não foi diferente quando Nazaré recebeu o diagnóstico do câncer de mama, após detectar um tumor durante o autoexame.

Vivendo nos Estados Unidos na época, longe da família, a sensação de insegurança e medo era ainda maior. Enquanto fazia os exames para comprovação diagnóstica e determinação do tratamento, em um salão de beleza Nazaré foi acolhida por uma desconhecida, que a chamou para ir à igreja no dia seguinte.

Durante os três próximos sábados ela esteve lá, sem saber ao menos o nome da denominação. Tudo que importava era o amor que sentia de todos que ali estavam e as mensagens inspiradoras que ouvia. “Eles não me deixavam sozinha, todos os dias alguém ia me visitar”, Nazaré explica como venceu os dias mais escuros. Os novos amigos eram adventistas do sétimo dia.

Após a confirmação do câncer pela biópsia, Nazaré e o esposo decidiram retornar para o Brasil, onde ela poderia se tratar e também rever a mãe e o filho.

Já com a notícia que o câncer estava na coluna, ela iniciou um tratamento chamado hormonioterapia, oito meses após o primeiro diagnóstico e continua até hoje.

Inquieta, ela decidiu que deveria realizar algo para proteger outras mulheres, e assim encabeçou a primeira campanha do Outubro Rosa em sua igreja. O grupo de voluntárias se especializou em realizar visitas a mulheres em tratamento contra o câncer no Hospital de Barbacena, e passou a ser chamado “Amigas do Peito”.

Logo uma das participantes cedeu a casa para realizar encontros periódicos, que sempre têm momentos espirituais e de estudo bíblico. Já na primeira reunião, Nazaré contou sua história como motivação a quem estava enfrentando o medo e a incerteza, e decidiu que era essa a sua missão.

A ação cresceu bastante e foi oficializada, se tornou parceira do hospital, e indicada como um suporte para as pacientes pelos profissionais de saúde. “Este grupo tem sido uma benção para mim porque me faz sentir viva. Sinto que sou usada por Deus e o meu propósito é levar para todo mundo o quão maravilhoso Ele é e as bênçãos que Ele pode fazer nas nossas vidas”, conclui.

A Associação Amigas do Peito é uma das instituições beneficiadas pelo Desafio Superação -> https://missaomulher.org.br/superacao/)

 Inspire-se – A descoberta do seu lugar na missão pode surgir da dor. A empatia é uma das grandes ferramentas para a aproximação das pessoas, e a sua história com alguma dificuldade pode se tornar a chance de falar de Jesus e se sentir útil.

Gláucia Silva

“Desde meus 18 anos sou profissional da costura, trabalhando para lojas e depois abrindo meu próprio ateliê. Quando veio a pandemia da Covid-19 participei de uma campanha social onde pude utilizar meu talento para alimentar uma verdadeira multidão. Mais de dez mil máscaras foram confeccionadas e trocadas por alimentos, e eu sou abençoada por ter dedicado 45 dias integralmente a esta missão”.

Gláucia cursou magistério, mas se interessava mesmo por costura, e, já aos 18 anos, se tornou uma empreendedora, trabalhando para lojas e fábricas, produzindo roupas em alta quantidade. Atualmente, ela tem um ateliê onde confecciona enxovais personalizados.

Há três anos, Gláucia descobriu um câncer e precisou se distanciar das máquinas durante um ano, devido ao tratamento. “Na verdade eu nunca me desesperei com essa doença, sempre estive firme em Deus”, conta.

Após o fim do tratamento, ela abriu um espaço onde pode atender as clientes com mais conforto, sempre trabalhando sozinha.

No começo de 2020, quando as autoridades começaram a solicitar que a população utilizasse máscaras, Gláucia entrou de cabeça em um projeto junto com outras mulheres da igreja. “Eu chamei também outras costureiras que não são adventistas, porque era uma ação social muito importante e elas ficaram empolgadas em participar”, lembra.

O grupo começou a confeccionar máscaras que eram trocadas por alimentos para montar cestas básicas, e que foram distribuídas para famílias carentes da região, na cidade de Ponto Belo, ES. “A maior emoção foi ver meu trabalho se transformando em alimento e matar a fome de tantas pessoas. Não sei nem como explicar”, salienta.

Durante 45 dias, Gláucia parou 100% a produção comercial do ateliê para se dedicar a ação social. Segundo ela, havia dias em que paravam às 11 horas da noite, e na manhã seguinte a outra parte da equipe já estava retirando as máscaras para a troca por alimentos, e a tarefa recomeçava.

“Meu sonho sempre foi ser missionária na África, mas agora eu sei que posso usar meu talento, a minha profissão para pregar sobre Jesus, onde quer que eu esteja”, conclui.

Inspire-se – Pense no seu talento, passatempo ou profissão, e veja como ele pode ser utilizado. Na maioria das vezes, ele te dá mais de uma oportunidade de fazer missão. Quer um exemplo: A máscara, como produto final, pode ser alimento para famintos; mas a costura pode também ser ensinada como fonte de renda. Sempre há como multiplicar o talento recebido. Pense nisso!

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