A vida da gente só vale mesmo a pena se alguém se beneficiar das nossas experiências para transformar a si mesmo e aos outros.

Não há nada mais transformador do que personificar aprendizados, humanizar ensinamentos e espalhar o entusiasmo através dos caminhos que já foram trilhados.

Por isso, reservamos este espaço para que você conheça mulheres, que como você, podem até enfrentar dificuldades, mas o sucesso acontece porque o foco está na missão. Vem com a gente e inspire-se!

Marcely Seixas

“Hoje não sou mais uma jornalista. Hoje eu sou uma artesã empreendedora, que usa o talento na missão. Eu uso meu Instagram para mostrar meus bonecos, mas também falar de Deus”.

Com 46 anos, três filhos e formada em jornalismo, Marcely Seixas decidiu mudar sua vida, profissionalmente e no envolvimento missionário. Ela trocou as letras por feltro, e se tornou uma artesã empreendedora, que usa seu talento para levar Jesus às famílias.

A descoberto do feltro e o que ele podia se tornar veio com o envolvimento no ministério infantil da Igreja Adventista, em Campos dos Goytacases, Rio de Janeiro. Ela se mudou para a cidade por causa do esposo, que trabalha como pastor na região. “Comecei a produzir para a igreja e estudava o material apenas para ser útil ali”, lembrou Marcely.

Como já tinha uma paixão por artesanato e gostou dos bonecos de feltro que havia feito, Marcely começou a fazer cursos. As pessoas que viam seu trabalho, a incentivavam para vender e, daí, a vontade de empreender começou a nascer.

“No início da pandemia minha mãe sofreu um acidente e precisei me dedicar a ela. Portanto, dei uma parada naquela ideia de trabalhar com o feltro”, contou a artesã.

Mas o tempo de espera não demorou muito a acabar. No fim de 2020, uma amiga encomendou dois bonecos de personagens bíblicos e ela concretizou sua primeira venda. “Daí em diante fiz cursos de gestão, administração e vendas. Quando lancei meu Instagram com trabalhos do ateliê foi um sucesso. Em cinco dias, mais de R$ 1.500 em pedidos”, explicou.

Planos de Deus

Marcely já trabalhava com bonecos bíblicos, mas tinha o desejo de concentrar a produção em itens de maternidade, que davam mais lucro. Porém, sentia no coração que não podia parar com o trabalho de levar Jesus à casa das famílias. “ No balanço de fim de ano veio a resposta de Deus. Cerca de 90% das vendas foram de bonecos bíblicos e 10% apenas de itens de maternidade. Eu tinha um chamado”, lembra.

Nas vendas, mas também no coração, havia o reflexo da missão de Marcely. Uma amiga enviou um vídeo da filha brincando de contar histórias com os bonecos de feltro e ela teve certeza do que devia fazer. “ É mais um recurso para as mães ensinarem em casa. Que emoção é chegar no quarto de uma criança e ter um boneco de Jesus”, destacou.

O negócio de Marcely tem crescido e ela se sente realizada. Ela conta que todos os dias pessoas novas a procuram nas redes sociais. Tanto seu trabalho, como mensagens de reflexões bíblicas são encontrados ali. Se você quiser conhecer mais sobre a Marcely, basta acessar no Instagram o @feltrosweet.atelie.

Arinda Rosa da Silva

“Há 30 anos tenho atuado na Ação Solidária Adventista (ASA) com projetos que auxiliam famílias carentes. Porém, com a pandemia precisei me isolar. Mesmo assim, não deixei de ajudar entregando alimentos por uma cordinha, da varanda de minha casa.”.

Com 76 anos, a aposentada Arinda Rosa da Silva tem feito a diferença na cidade onde mora, em Serra, no Espírito Santo. Da varanda de sua casa, ela doa alimentos e roupas, por uma cordinha improvisada._

A ideia ajudar pela cordinha nasceu da necessidade que a aposentada sente de auxiliar as pessoas que a procuram pedindo ajuda. Segundo Arinda, a busca por alimentos tem aumentado com a pandemia. “Por telefone as pessoas me ligam e dizem que têm doações. Outras entram em contato pedindo ajuda. Então uso esta corda improvisada para pegar ou para descer os mantimentos”, conta Arinda.

Além de alimentos não perecíveis, Arinda também encontra outro meio de ajudar. Ela prepara pães e costuma ir à varanda de casa observar se passa sob seus olhos alguém que aparenta está precisando. “Eu grito aqui de cima ‘Ei, quer um pãozinho aí?’! Se a pessoa aceitar, eu desço o pão para pessoa”, conta.

E se alguém que não precisa recorre à Arinda pedindo seus famosos pães, ela pede em troca alimentos como açúcar, óleo, arroz ou feijão. Reserva o produto arrecadado para doar posteriormente. “Eu gosto de ajudar para que quando eu não estiver mais aqui, outros continuem”, ressalta.

Vacinada

Em abril, Arinda tomou a segunda dose da vacina contra a COVID-19. Mesmo assim, ela ainda se mantém resguardada no combate ao coronavírus, mas não da solidariedade. “A motivação que sinto vem de Deus. Ele me faz enxergar a necessidade pelas quais as pessoas estão passando durante a pandemia. Então faço o que posso para continuar este trabalho”, finaliza.

Maria Almerita

“Aos 9 anos de idade, minha diversão era brincar na roça onde morava com outras crianças. No lugar das bonecas, espigas de milho e animais feitos com mamão e chuchu. Eu queria muito, mas não tinha condições de possuir uma boneca. Desde então, decidi que faria a diferença na vida de outras crianças. E é por isso que restauro brinquedos velhos e abandonados e faço doação deles a quem precisa.”.

Hoje com 71 anos, o trabalho voluntário da vovó Almerita já completa 10 anos. Ela ganha bonecas e ursos danificados, ou pega do lixo. Tudo é limpo, costurado e bem cuidado para chegar às mãos de crianças e até idosos. As doações são destinadas a creches, casa lar, asilos e famílias carentes da periferia de onde Almerita mora, na cidade de Araxás, interior de Minas Gerais.

“Tudo o que eu faço é sempre pensando na salvação das pessoas, em conduzi-las ao amor de Jesus. As crianças, em sua pureza e simplicidade, são cativadas por nosso amor, atenção e dedicação e, por isso, aceitam e reconhecem a Jesus como seu Salvador”, conta a aposentada.

Maria Almerita é mãe de dois filhos e avó de quatro netos. Porém, entende que, com seu trabalho, torna-se uma “mãezona” para muitas crianças que recebem seu carinho e ainda ouvem sobre Jesus. “ É fantástico e gratificante trabalhar com crianças. Nem sempre vemos os frutos agora, mas com certeza veremos no futuro”, destacou.

Amor pelos pequenos

A vovó Almerita começou seu trabalho no Ministério da Criança da Igreja Adventista em 1962, ensinando as lições da Bíblia. Em 1968, montou uma escola primária no salão da igreja e, por dois anos, alfabetizou e cuidou de várias crianças. “Fazíamos um pequeno grupo com elas, ensinávamos, dávamos lanche e assistência”, conta.

Atualmente, ela continua à frente do departamento infantil da igreja. Porém, com a pandemia, precisou parar as reuniões presenciais. “Eu me sinto inquieta e infeliz, mas orando a Deus para as coisas voltarem ao normal e eu poder fazer o essencial”, lamentou.

Para passar o tempo na quarentena, Almerita começou a criar personagens bíblicos em bonecos para distribuir às crianças e ajudar no entendimento das histórias sobre Jesus.

Tathiana Boeker Carrione

“Estou na fase de recuperação de um câncer. Sou muito ativa, não gosto de ficar parada e fiquei pensando como poderia trabalhar mesmo de repouso em meu lar. Não existe impossível para Deus! Estou aqui para ser um instrumento de Deus em qualquer situação”.

Com a pandemia, as medidas preventivas para quem possui alguma enfermidade ficaram ainda mais necessárias. Porém, isso não foi empecilho para a Tathiana cumprir a missão de uma forma surpreendente. Ela descobriu um câncer no ovário em janeiro deste ano e, internada para a cirurgia, decidiu fazer a diferença.

Foi no próprio hospital que a moradora de Pavuna (RJ) alcançou a colega de quarto, Isadora. “Quando cheguei no hospital, ela tinha acabado de chegar da sala de cirurgia para a retirada de um ovário. Como eu só iria operar no dia seguinte, cuidei dela. A ajudava nos enjoos, a se levantar da cama, a comer, e principalmente, aproveitava para falar de Deus”, lembra Tathiana.

Isadora ficou tão feliz com a iniciativa da nova amiga, que contou à família sobre Tathiana e anotou seus contatos. Após a cirurgia de Tathiana, Isadora já estava de alta, mas fez questão de ligar e continuar a amizade.

“Agora nos falamos todos os dias, oro com ela e falo de Deus. Já combinamos de nos encontrar, assim que retirarmos os pontos e a médica nos der alta”, conta Tathiana.

Mesmo em casa, se recuperando, sem poder sair ou ir à igreja, Tathiana busca cumprir a missão que sente no coração. Além da amiga de internação, ela também trabalha de forma missionária com outras mulheres. “Tenho testemunhado de Deus para minha mãe que está afastada e está aqui em casa cuidando de mim. Também uso meu celular para mandar mensagens de fé e esperança para minhas vizinhas e amigas interessadas e tenho colhido frutos.

Rosemary Pahim

“Em 2020 vimos nossos projetos e planos desfeitos. As pessoas angustiadas e igrejas fechadas. Isso mexeu comigo. Mas quando há vontade de fazer a missão, Deus abre o caminho. Precisamos ser luz por onde passarmos. Jesus está voltando! “

Dar o primeiro passo é sempre motivador para continuar a caminhada. Foi assim que a Rosemary, de Pavuna (RJ), entendeu que deveria prosseguir com a missão em meio à pandemia. Junto com a líder de mulheres de sua igreja, saiu com todos os cuidados para entregar flores a outras amigas da comunidade adventista. Essa foi a primeira ação que a motivou a continuar.

O próximo passo foi espalhar esperança às pessoas angustiadas pela crise vivida no mundo. A ideia foi levar a mensagem perto de sua casa mesmo, num shopping da região. “Fomos orientadas a deixar um recado e o nosso telefone de contato nos livros que iríamos distribuir. A princípio fiquei receosa de deixar registrado meu telefone, mais fiz.”

E o resultado foi uma surpresa já na manhã seguinte! Uma mensagem em seu celular, de um número não registrado, relatava um momento difícil vivido pela Lindinalva. A desconhecida havia entrado em contato para receber a oração prometida no livro.

“Fiquei muito agradecida a Deus por poder ajudar essa amiga. Orei com ela e hoje tenho seu contato salvo. Oro por ela todos os dias e mando mensagem falando do amor de Deus e das nossas programações”, lembrou Rosemary.

Palmira Chagas

“Moro em um condomínio adventista, que possui uma igreja adventista, mas as pessoas da vizinhança sempre demonstraram reservas. Uma amiga teve a ideia de um projeto social num ponto fora do condomínio para atender a comunidade e encontramos o caminho para fazer a igreja conhecida e levar pessoas à Jesus”

Se hoje sua igreja sumisse da sua comunidade, os moradores locais sentiriam falta? Esse questionamento traz uma reflexão importante sobre a missão. Foi pensando nisso que Palmira, de Itaboraí (RJ), se envolveu no projeto “Movimento Vida”.

Aulas de artesanato com reciclagem, de música, inglês e culinária eram oferecidas para a comunidade em um local próximo à igreja. “Com a pandemia, para não perdermos o contato com nossos alunos, resolvemos fazer caminhadas juntos e inauguramos um projeto Mexa-se Pela Vida”, contou Palmira.

O local se tornou ponto de apoio para a comunidade necessitada. “Em parceria com a Ação Solidária Adventista local, chegaram a distribuir cerca de 40 cestas básicas ao mês”, lembrou Palmira.

Segundo Palmira, na entrega dos alimentos, as pessoas diziam frases como “nós não sabíamos que a igreja adventista fazia esse tipo de trabalho”, “se não fossem vocês adventistas, não sei o que seria de nós” e “somente vocês estão preocupados conosco.”

A missão na parou por aí! Estudos bíblicos se iniciaram por Whatsapp e muitas pessoas buscaram saber mais sobre Jesus. “Uma família, cujo chefe sabemos ser agressor, tem estudado o apocalipse. Estamos orando para que ele possa converter-se a Jesus”, mencionou Palmira.

Luzelene Lima

“Só aprendi a ler aos 13 anos e, talvez por isso, me identifiquei tanto com as artes manuais. Passados alguns anos, com a transformação que aconteceu na minha vida, decidi colocar em prática a habilidade que Deus me deu, agora ajudando os outros, com cursos de arte, corte e costura, panificação e culinária, claro, que sempre ensinando sobre o artista que nos criou com suas próprias mãos, Jesus”.

Os cursos são a oportunidade que muita gente encontra de ter uma renda extra e também de ocupar o tempo. Por volta dos 21 anos, Luzelene se inspirou nas histórias bíblicas que conhecia desde criança e viveu uma intensa transformação na própria vida.

Nascida em Formosa, em Goiás, ela cresceu ouvindo as histórias bíblicas lidas pela avó diariamente. “Com a história de Jesus aprendi a me doar para o outro e esforçar-me para vê-lo feliz. A história de Ester me ajudou a buscar sempre a orientação de Deus para realizar ou aprender. Rute me ensinou a ser desprendida das coisas materiais e a valorizar o outro, e em Dorcas vi a possibilidade de fazer algo solidário”, conta.

Aos 17, quando se mudou para Planaltina, DF, foi convidada a ir a uma igreja adventista e lá começou seu crescimento pessoal em relação ao contato com pessoas, atuando com mulheres, no ensino bíblico e nas ações sociais desenvolvidas pelos membros junto a comunidade. Ali mesmo iniciou o que se tornaria um estilo de vida: abrir a própria casa para cursos de culinária, panificação e artes.

Há 4 anos, quando se mudou para o Rio de Janeiro, Luzelene levou na bagagem a determinação de repetir as mesmas ações, incluindo mais participantes na equipe que ensina a fazer pães, alimentação saudável, e também a costurar, sempre como uma oportunidade de oferecer estudos bíblicos.

“Antes de todas as aulas lemos a Bíblia, falamos sobre o amor de Deus e ressaltamos que todo o bem que fazemos a elas provém de Deus, que nos dá a capacidade de aprender e ensinar. É meu maior prazer ajudar as mulheres e evangelizar”, conclui Luzelene.

Ao longo da vida, Luzelene teve a oportunidade de estudar e se formar em Pedagogia e Psicopedagogia, áreas em que ela atuou pouco profissionalmente, mas que são primordiais para que ela aja na comunidade sendo professora da maior das lições: amar a Jesus.

Inspire-se — Faça uma reflexão e anote quais são as habilidades que você tem e as coisas que gosta de fazer, e transforme isso em missão. Sempre há oportunidades de ser missão.

“Num grau maior ou menor, a todos são confiados os talentos de seu Senhor. A capacidade espiritual, mental e física, a influência, condição social, posses, afetos, simpatia, são todos preciosos talentos, que devem ser usados na causa do Mestre, para a salvação das almas por quem Cristo morreu.” – Ellen White, Review and Herald, 1911.

Nazaré Afonso Durval

"Quando eu descobri que meu câncer de mama já havia se espalhado para a coluna, meu mundo caiu. No meio do tratamento, descobri que poderia ser o apoio a outras pacientes, assim como algumas mulheres foram para mim. Assim surgiu a Associação Amigas do Peito, que presido, que oferece apoio emocional e espiritual, além de palestras com profissionais. Deus me curou para ser a cura para alguém”

A descoberta do câncer costuma causar um impacto muito grande na vida de quem está doente e também da família; e não foi diferente quando Nazaré recebeu o diagnóstico do câncer de mama, após detectar um tumor durante o autoexame.

Vivendo nos Estados Unidos na época, longe da família, a sensação de insegurança e medo era ainda maior. Enquanto fazia os exames para comprovação diagnóstica e determinação do tratamento, em um salão de beleza Nazaré foi acolhida por uma desconhecida, que a chamou para ir à igreja no dia seguinte.

Durante os três próximos sábados ela esteve lá, sem saber ao menos o nome da denominação. Tudo que importava era o amor que sentia de todos que ali estavam e as mensagens inspiradoras que ouvia. “Eles não me deixavam sozinha, todos os dias alguém ia me visitar”, Nazaré explica como venceu os dias mais escuros. Os novos amigos eram adventistas do sétimo dia.

Após a confirmação do câncer pela biópsia, Nazaré e o esposo decidiram retornar para o Brasil, onde ela poderia se tratar e também rever a mãe e o filho.

Já com a notícia que o câncer estava na coluna, ela iniciou um tratamento chamado hormonioterapia, oito meses após o primeiro diagnóstico e continua até hoje.

Inquieta, ela decidiu que deveria realizar algo para proteger outras mulheres, e assim encabeçou a primeira campanha do Outubro Rosa em sua igreja. O grupo de voluntárias se especializou em realizar visitas a mulheres em tratamento contra o câncer no Hospital de Barbacena, e passou a ser chamado “Amigas do Peito”.

Logo uma das participantes cedeu a casa para realizar encontros periódicos, que sempre têm momentos espirituais e de estudo bíblico. Já na primeira reunião, Nazaré contou sua história como motivação a quem estava enfrentando o medo e a incerteza, e decidiu que era essa a sua missão.

A ação cresceu bastante e foi oficializada, se tornou parceira do hospital, e indicada como um suporte para as pacientes pelos profissionais de saúde. “Este grupo tem sido uma benção para mim porque me faz sentir viva. Sinto que sou usada por Deus e o meu propósito é levar para todo mundo o quão maravilhoso Ele é e as bênçãos que Ele pode fazer nas nossas vidas”, conclui.

A Associação Amigas do Peito é uma das instituições beneficiadas pelo Desafio Superação -> https://missaomulher.org.br/superacao/)

 Inspire-se – A descoberta do seu lugar na missão pode surgir da dor. A empatia é uma das grandes ferramentas para a aproximação das pessoas, e a sua história com alguma dificuldade pode se tornar a chance de falar de Jesus e se sentir útil.

Gláucia Silva

“Desde meus 18 anos sou profissional da costura, trabalhando para lojas e depois abrindo meu próprio ateliê. Quando veio a pandemia da Covid-19 participei de uma campanha social onde pude utilizar meu talento para alimentar uma verdadeira multidão. Mais de dez mil máscaras foram confeccionadas e trocadas por alimentos, e eu sou abençoada por ter dedicado 45 dias integralmente a esta missão”.

Gláucia cursou magistério, mas se interessava mesmo por costura, e, já aos 18 anos, se tornou uma empreendedora, trabalhando para lojas e fábricas, produzindo roupas em alta quantidade. Atualmente, ela tem um ateliê onde confecciona enxovais personalizados.

Há três anos, Gláucia descobriu um câncer e precisou se distanciar das máquinas durante um ano, devido ao tratamento. “Na verdade eu nunca me desesperei com essa doença, sempre estive firme em Deus”, conta.

Após o fim do tratamento, ela abriu um espaço onde pode atender as clientes com mais conforto, sempre trabalhando sozinha.

No começo de 2020, quando as autoridades começaram a solicitar que a população utilizasse máscaras, Gláucia entrou de cabeça em um projeto junto com outras mulheres da igreja. “Eu chamei também outras costureiras que não são adventistas, porque era uma ação social muito importante e elas ficaram empolgadas em participar”, lembra.

O grupo começou a confeccionar máscaras que eram trocadas por alimentos para montar cestas básicas, e que foram distribuídas para famílias carentes da região, na cidade de Ponto Belo, ES. “A maior emoção foi ver meu trabalho se transformando em alimento e matar a fome de tantas pessoas. Não sei nem como explicar”, salienta.

Durante 45 dias, Gláucia parou 100% a produção comercial do ateliê para se dedicar a ação social. Segundo ela, havia dias em que paravam às 11 horas da noite, e na manhã seguinte a outra parte da equipe já estava retirando as máscaras para a troca por alimentos, e a tarefa recomeçava.

“Meu sonho sempre foi ser missionária na África, mas agora eu sei que posso usar meu talento, a minha profissão para pregar sobre Jesus, onde quer que eu esteja”, conclui.

Inspire-se – Pense no seu talento, passatempo ou profissão, e veja como ele pode ser utilizado. Na maioria das vezes, ele te dá mais de uma oportunidade de fazer missão. Quer um exemplo: A máscara, como produto final, pode ser alimento para famintos; mas a costura pode também ser ensinada como fonte de renda. Sempre há como multiplicar o talento recebido. Pense nisso!

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